05 novembro, 2011
Macacada solta no Pantano - Andradas - MG
03 novembro, 2011
De volta a Andradas - Feriado de Finados
A Patricia há algum tempo vinha querendo ir à Andradas, mais especificamente no campo escola do Pantano mesmo, para fazer mais volume e se divertir mais, já que ultimamente temos ido muita em falésias e ela acaba que não escalando muito, por conta do grau mais elevado das vias.
Além disso fazia muito tempo que a patrícia na ia para lá, desde o dia dos pais do ano passado (http://escalareprecisovivernao.blogspot.com/2010/08/dia-dos-pais.html).
Bem sem pressa, chegamos lá por volta das 10 da manha de um dia lindo, diferentemente do que normalmente ocorre no feriado de finados que é tido como sempre chuvoso.
Ficamos por conta de escalar as vias de 4º Grau de aderência (ou "adrenência" como preferem alguns) que dominam o local, com proteções um pouco escassas (quando se olha de baixo para cima, mas que são suficientes quando se olha de cima para baixo hehehehehe) em alguns momentos exigindo um maior controle emocional e que exigem muito mais das pernas (principalmente das panturrilhas) do que dos braços. Particularmente gosto muito desse tipo de escalada, lembra a escalada de grandes paredes, meu tipo preferido de escalada.
Escalamos relativamente pouco e descasamos muito, dia perfeito!
Para completar, havia uma grande família de macacos no local, que estavam curiosos à nosso respeito e se aproximaram por diversas vezes, alguns mais intrepdos chegando a ficar a uns 4 metros de nós. Foi bárbaro poder vê-los a uma distancia tão pequena e vivendo no seu habitat.
Contei por baixo uns 15 macacos grandes, mas seguro havia bem mais. Depois posto o vídeo que fiz deles aqui, foi uma experiência muito interessante.
Bem por hora é isso ai
Braços
10 agosto, 2010
Dia dos pais
Apesar de não ser muito ligado em datas (nem um pouco mesmo, já esqueci até a data do aniversário da Patricia, e mais recentemente a data do nosso casamento), a convenção social nos diz que temos que de alguma forma prestigiar tal evento, ainda mais que na escola da Alice tais datas são exaustivamente trabalhadas gerando grandes expectativas nos pequenos, que ainda não compreendem muito esse significado, se é que tem algum.
Ganhei de presente, uma linda camiseta, com um desenho estampado que a Alice carinhosamente fez para mim. Ficou muito legal :-)
Minha nova camisa de escalada, detalhe para o cabelo :-)Então poderia, ou melhor, deveria escolher a melhor forma de curtir o meu dia junto aos rebentos, várias eram as opções:
1) Restaurante, poderia ir almoçar com a prole em um muvucado restaurante, e ser mal atendido além de apreciar a boa culinária requentada, típica dessas datas. Sem chance
2) Passeio no shopping, sempre uma opção, desde que você goste de rodar horas a fio atrás de uma vaga para parar o carro, seguida de filas intermináveis para garantir o cinema, seguido de fila para a pipoca e para finalizar as filas na praça de alimentação para conseguir uma mesa. Tô fora, programa de índio demais para mim
3) Churras em casa. Sempre boa opção, só que a previsão do tempo apontava para um dia perfeito pare escalar, sol e frio, além do que seria necessário limpar a grelha que ainda contém os restos mortais do último assado. Não estava no clima de churras.
4) Dado a falta de opção, optei pelo melhor desfecho possível. Escalar
Fomos a Andradas com as crianças, em um dia lindo, fomos ao campo escola do Pantano, (que por conta das celebrações do dia dos pais estava vazio, diferentemente dos shoppings e restaurantes...) e por lá ficamos o dia todo, só na curtição das vias de 4º grau, apreciando o dia relaxando entre uma escalada sossegada e um descanso na rede.
17 agosto, 2009
Andradas ! Por que não ?
Mais uma vez, aproveitando o clima favorável, fomos para Andradas, que cada vez tem se tornado a minha melhor opção para escalar.
Muita gente ainda prefere ir para o Visual das Águas, pois é a opção mais próxima tanto de Campinas quanto de Sampa, mas, devido a constante muvuca e limitação (quantitativa, não qualitativa!) que o local oferece em termos de escalada, tenho optado cada vez mais por Andradas.
No “Vizu”, por exemplo, aos finais de semana, não é incomum ter de esperar pela “senha” para escalar uma determinada via, ou mesmo aturar a constante gritaria e barulho causado pela grande quantidade de pessoas que disputam um pequeno espaço.
Não falo por todos, mas essas situações me incomodam muito. Muito mesmo de verdade! As vezes tenho a impressão de estar em uma praça de alimentação de um Shopping, tamanha barulheira e movimentação de pessoas.
Comecei a escalar, para fugir da agitação e da muvuca, estar em contato com a natureza e curtir a paz que esses lugares podem trazer, blá blá blá... Mas dado a escassez de points de escalada na nossa região, locais, como o Vizu, estão se tornando a síntese daquilo que me levou buscar nas montanhas e na escalada paz e tranquilidade. Muvuca, desordem e barulho.
Como não dá para mudar o mundo, e tampouco dizer para as pessoas o que elas devem ou não fazer, onde e quando devem ir, mudei de point de escalada.
Vista da pedra do Pântano setor Norte
Andradas fica a cerca de 120 KM de Valinhos, o Vizu fica a uns 90 Km, ou seja estamos falando de uma diferença de ~30 KM, o que em uma auto estrada significa mais ou menos 20 minutos extras de carro, ou seja nada.
Por sua vez, Andradas têm 3 grandes pedras (Pântano, Elefante, Boi), e várias outras menores (?) que também já estão sendo conquistadas, dispõe de vias clássicas (paredes com mais de 150 metros), esportivas, Campo escola, Artificial, vias em móvel, bolder (poucos, é verdade, mas têm sim), tudo muito bem protegido e de fácil acesso, há também abrigos (sim no plural) de montanha com preços bastante convidativos e o mais importante, com um potencial estupidamente grande para novas conquistas. Tudo isso, considerando estar apenas 30 KM a mais de chão do Vizu é um convite à mudança de ares.
Sem dúvidas fica fácil de escolher.
Gui ralando os dedos na Caninana
Eu na Metamorfose
O que mais me impressionou, dessa vez, é que não havia quase ninguém por lá. Contando nós, que estávamos em 4 pessoas, havia no total umas 10 pessoas no Pântano. No Domingo, foi pior (ou melhor dependendo de como se vê) só estávamos nós quatro por lá! Dezenas de vias para escalar, e poder escolher livremente sem a preocupação de desocupá-la para o próximo escalador.
Meninas dominando
Eu na Mugido, escalada toda em Móvel
Agora me pergunto, porque será que não há uma procura maior por parte dos escaladores por Andradas.
Chego a algumas conclusões:
1) Para o povo de Sampa, que é a maioria do povo que usufrui do Visual da Águas, Andradas fica muito mais longe, são cerca de 220 KM, nesse caso é quase a mesma distância de ir para São Bento, ou mesmo Campos do Jordão. Um bate e volta fica quase inviável. Mas passar o final de semana, é plenamente viável, há uma ótima infra-estrutura por lá, com preço bastante acessível.
2) Muita gente que trabalha sábado têm (ou tinha) como única opção ir até o Vizu depois de encerrar o batente, por conta do horário mais restrito, mas garanto que, sair pouco depois das 12:00 de Campinas e tomar o rumo de Andradas é tão, ou mesmo mais viável que ir para o Vizu. Foi exatamente isso que fizemos nessa sábado, saímos as 12:15 de Campinas e antes das 15:00 horas, já estávamos escalando, tudo o que queríamos, sem stress, sem muvuca, sem filas.
3) Todo acesso a rocha em Andradas, têm caminhadas de aproximação, que podem até ser penosas, dependendo da tralha que você levar, do seu preparo físico, e a pedra que você busca, diferentemente do Vizu, que é só uma subidinha até a rocha. Particularmente eu gosto dessas caminhadas, acho um ótimo aquecimento e torna o passeio mais proveitoso. Então deixe de preguiça e caminhe, acredite, fará muito bem para você!
4) Pouca divulgação, muita gente desconhece Andradas e não tem noção do seu potencial para escalada. Por isso resolvi dedicar esse post para a divulgação do local. Antes que alguém jogue uma pedra, já aviso, não ganho nada com isso, e o faço apenas porque, assim como eu, pode haver pessoas por ai sofrendo com a super lotação de alguns locais de escalada, e coloco aqui as benesses que o local tem a oferecer.
5) Habito, desinteresse para conhecer outros locais e comodismo. Isso mesmo! Acredito que muita gente, se restringe a sua “zona de conforto” e abomina se aventurar por outros locais. Nesse caso só posso dizer que à chance de arrependimento é mínima e que vale muito a pena conferir. Arrisque-se, aventure-se e viva melhor.
6) Poucas informação das vias de escalada, falta de um croqui das vias mais detalhas. È verdade, porém em alguns sites, (procure que você vai achar), essas informações estão disponíveis, podem não ser o supra-sumo dos guias, mas com certeza suprirá sua necessidade de se localizar.
Lucinha no perrengue total
Lucinha com a via dominada
Sei que se conselho fosse bom a gente vendia, mas tenho certeza que aqueles que se “arriscarem” irão, assim como eu, ter Andradas no topo da lista das preferências para a pratica da escalada. As imagens falam por si.
Espero topar com vocês lá
Braços
09 agosto, 2009
Andradas
Aproveitando a trégua das constantes chuvas de inverno desse ano, e fato de meu braço estar melhor, fomos escalar. Dessa vez fomos, eu, Gui, Carlão (que voltou recentemente da Bolívia), Buda e o Samunca para Andradas, mais especificamente para a pedra do Pantano (isso mesmo sem acento, como constas na maioria das placas do local).
O dia estava simplesmente perfeito, não muito quente, sol aberto, pouco vento, céu sem nuvens, altamente convidativo para uma escalada.
Chegamos pouco antes do meio dia, subimos o pasto, em uma caminhada que é ótima para aquecer antes da escalada, mas que realmente tira o fôlego se você não estiver bem fisicamente, ainda mais se estiver carregado com corda, água, ferragens e afins.
Vencido o morro, fomos a pedra , Samuca e Carlão fecharam uma dupla, e foram mandar a “Mugido da Vaca Louca” (4º 5º Sup), quase toda em móvel, uma escalada bem didática no que diz respeito a colocação de peças moveis, e bastante tranqüila, com o crux da segunda enfiada bastante venenoso, já que apesar de ser ter um grau relativamente baixo (5º Sup), a última proteção (movél) fica bem para baixo mexendo bastante com a cabeça.
Bem, ficamos eu o Buda e o Gui, e resolvemos mandar umas vias logo ao lado da via que o Carlos e Samuca estavam mandando, “Urubu na nóia” e “Mundo invisível”, ambas de 4º grau, mas bastante exigente em relação ao equilíbrio, pois são vias de aderência, sinceramente nunca me senti muito à confortável nesse tipo de escalada, para mim sempre parece mais difícil que realmente são essas escaladas..
Gui mandando “Urubu na Nóia”
Devidamente aclimatado, aquecido e mais confiante, resolvi montar um top na primeira enfiada “Mugido da Vaca Louca, para o Gui e o Buda, Foi de boa, na verdade só um pouco cansativo ficar travado muito tempo posicionando corretamente as peças, mas sem grandes problemas.
Reparem no Gui no final da “Mugido”
Gui e Buda mandaram a via sem problemas, então resolvi, investir nas outras duas enfiadas, e testar minha cabeça no crux, que como já diz é um tanto quanto venenoso. Para agilizar, já que estava montado o Top, resolvi emendar a 1º e 2º enfiada, e mandar os quase 60 metros de uma vez. Foi de boa, montei a parada e armei a segurança para Gui, que subiria levando a outra corda para o Buda. Mas infelizmente o peso extra da corda, fez com que o Gui desistisse da empreitada, voltando a base e trocando de lugar com o Buda, que subiu de boa. Mas para o Gui era já final de escalada, pois estava bastante cansado e na tentativa seguinte, reclamou de dores nas pernas.
Descemos e fomos para o setor Noroeste, onde estão as vias mais esportivas, mas chegando lá descobri que já estava cansado e que minha coragem já havia se exaurido, tentei entrar na “Metamosfose” 7b mas desisti logo de cara.
Eu na “Metamorfose”, prestes a amarelar
Repare na cor da pedra com a sol poente, simplesmente linda.
Essa ai dispensa comentários
Braços