Então pessoal, estou de partida para uma rock trip nas minhas férias, que como alguns sabem não é exatamente o que eu havia planejado, mas sim trata-se do plano “B”, já que não houve quórum para a viajem para a Bolívia e a com a indefinição se o curso de gelo aconteceria ou não, preferi não arriscar e mudei de planos.
Hoje parto para a Lapinha e serra do Cipó, estou na expectativa muito grande do local, já que será minha primeira viajem por aquelas bandas, e a sabedoria popular, afirma que lá é, senão o melhor local de escalada do Brasil, um dos 3 melhores. A ver.
Volto somente dia 19/06, sexta feira, estrategicamente para a festa Junina da escola das crianças, para no dia 21 dar linha, dessa vez para São Bento do Sapucaí, onde farei o curso de escalada avançado com o Eliseu Frechou, e de sobra ficarei internado por lá aproveitando o final das férias.
Vou tentar já no dia 19 ou 20 postar as fotos e minhas impressões gerais da lapinha e do Cipó, espero conseguir.
O trajeto até lá será feito no carro novo do Juliano, um Prisma, vamos em 5 pessoas até lá, Juliano e esposa (Marcela), Andreas e Fabiana e eu. É isso mesmo estou de vela :-( mas o importante é escalar.
Braços
10 junho, 2009
09 junho, 2009
Fim de semana no Baú, parte 2, Domingo.
Já no Domingo (07/06/2009), fomos somente eu o Gui e o Buda para a pedra, já que a bebedeira do Coiso na madrugada anterior o impediram de sair da cama no domingo de manha (?) por volta das 10:00 horas, mesmo porque depois desse horário ficaria tarde demais para a investida que planejávamos.Dessa vez fomos fazer o misto da Cresta com a Normal do Baú, evitando-se assim a chaminé da Normal, que eu particularmente eu não curto, ainda mais no frio... arghhh
Mas para acessar a Cresta sem passar pela chaminé, deve-se fazer a travessia do Col, o que não é muito trivial para quem não está acostumado e pode até se tornar meio “sinistro” para alguns.
Como o Buda havia tomado várias na noite anterior, ele estava meio, digamos, avariado para encarar o Col sem as devidas proteções, e já que eu iria montar uma travessia segura para o Gui, ele foi no embalo.
O Gui veio no meio da corda, ficou no perrengue em alguns lances, mas nada de mais, chegou tranquilamente a base da árvore. Lá inclusive, para surpresa nossa, topamos com o Eliseu Frechou, que estava por lá guiando a mesma via com mais dois.

O Eliseu para cima, levando a corda, enquanto nos organizávamos e esperávamos um pouco para não muvucar muito as paradas com muita gente.
Sai guiando e depois do primeiro lance que fiz de boa, acabei me ‘enroscando’ no crux, pensei em roubar, bem na verdade até meti a mão na costura, mas desisti e tentei o lance como deve ser, e não sei bem se por conta do frio ou da aderência da sapatilha, que no frio fica menor, só sei que tomei uma vaca, e parei uns metros para baixo.Na seqüência fiz de novo o lance, sem cair (óbvio, senão não teria feito), e sem roubar dessa vez, agora já um pouco mais concentrado e aquecido.
Para facilitar a vida do Gui, e já prevendo que ele iria sofrer nos dois lances mais difíceis deixei em cada uma das chapeletas uma fita bem longa montada como estribo, para ele apoiar o pé e mandar o lance.
Como previsto, ele adrenou muito, até chorou e gritou de desespero (PAI QUERO DESCER!!!!!!...PAI NÃO DÁ!!!....) , pois a via, conta dois lances delicados, e acima de tudo é uma via bastante exposta, (do ponto de vista visual não de proteções versus dificuldade) mas foi-se acalmando e com a ajuda dos estribos e a ajuda de cima (eu puxando a corda de novo), ele venceu os lances e chegou a parada.

Bem o Buda não teve dúvidas, chegou e roubou tudo o que podia e mais um pouco, meteu o pé na fita, mão na costura, dente na pedra, e foi-se embora. Vergonhoso !!

Já na segunda parada, o Eliseu e o grupo dele, estavam descendo, então mais uma vez para evitar a muvuca, esperamos a galera descer antes de prosseguir. O Buda na parada de baixo, eu e o Gui na de cima.
Quando o Buda se juntou a nós, ele que estava sem proteção contra o frio e/ou vento, e com isso estava sofrendo um pouco e acabou aceitando a muito bem vinda ajuda do Eliseu, que emprestou um corta vento para ele, o que inclusive nos impediu de irmos embora antes de concluída a escalada.


Depois disso, chegamos embaixo do teto do Baú, e preparamos os rapeis, e sem nenhum problema, voltamos para a base da árvore.

Ai restava apenas a volta pela travessia do Col, e mais uma vez tive de proteger para o Gui e para o Buda, acabamos por demorar um pouco mais que na ida, pois a travessia é invertida na volta, sendo necessário um esquema melhor para acompanhar o Gui na descida dos trepa-pedra, já que não é eficaz a forma tradicional de proteger, já que ali tratava-se de uma descida onde ele ia descendo e eu ia liberando a corda ou retesando a corda de acordo com a necessidade dele, mas como isso deve ser feito no visual, tive de montar a uma parada extra, no “bico” que separa o Col do Baú.
Voltamos toda a base do Col, e regressamos ao estacionamento, isso já eram mais de 17:00 horas.
Por sorte o Eliseu ainda estava por lá, e pudemos devolver o corta-vento dele, sem termos de passar lá no Mountanhismus economizando assim um bom tempo.
Para acabar bem o Final de semana, como não poderia deixar de ser, fomos jantar na famosa truta de São Bento, na estrada do Paiol, e de lá, já com a pança cheia voltamos para casa.
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Fim de semana no Baú, parte 1, Sábado.

Esse último final de semana (06/06/2009), fomos somente eu e o Gui, para o Baú, saímos no sábado pela manha de Valinhos e fomos direto para São Bento, mas antes de ir para a pedra, era necessário pegar minha sapatilha que estava sendo ressolada pelo Pardal e acertar com o Eliseu o curso de escalada avançado que irei fazer nas férias. Tudo acertado, partimos para o Baú.
Lá encontramos com o Buda e o Coiso, a idéia era fazer uma escalada básica, mesmo porque assim como o Gui, eles ainda estão em começo de carreia, e já passava das 11:00 da manha.
Lá encontramos com o Buda e o Coiso, a idéia era fazer uma escalada básica, mesmo porque assim como o Gui, eles ainda estão em começo de carreia, e já passava das 11:00 da manha.

Como sempre, havia muitos visitantes provenientes de Campos do Jordão, exibindo os mais novos modelitos da estação, e por incrível que pareça, apesar do tempo bom, havia poucos escaladores, a pedra estava quase que vazia. Acho que por conta do festival de escalada na Casa de Pedra, e como na semana que vem é feriado, a galera optou para ir para o Baú no o próximo final de semana.
Para acessar a base da via, fomos pela trilha a partir do estacionamento até a escada do Col.

Fomos direto para a Normal do bauzinho, via clássica de 4º grau, e dessa vez o que deu mais trabalho foi vencer o trepa-pedra que dá acesso a base da via, estava tudo úmido e escorregadio, fazendo-se necessário preparar um top-rope para os demais, já que realmente estava bastante perigoso.

Depois de muito escorrega-e-cai-e-escorrega todos aptos na base, começamos e escalada, divididos em duas duplas, sendo eu e o Gui na primeira, e o Buda e Coiso na segunda, já com a via equipada.
Escalada muito tranqüila e bonita, a via têm alguns esticões que podem assustar os iniciantes, mas é bem fácil mesmo, há apenas uma passada, bem protegida que dá acesso a primeira parada, onde deve-se levar o pé bem alto, e aqueles que não tem boa flexibilidade e/ou estatura sofrem um pouco, mas de qualquer forma, para o guia, é um lance bem protegido, a costura fica acima do lance, possibilitando que se proteja antes de entrar no lance.
O Buda que estava guiando com o Coiso, não teve dúvidas, e agarrou na costura para mandar o movimento, já o Gui teve de contar com a ajuda vinda de cima, (não ajuda divida, mas do pai dele), que aliviava o peso dele retesando a corda ao máximo.
Depois na segunda enfiada, o Gui estressou um pouco na saída, que conta com uma pequena travessia, onde eu havia protegido com uns móveis extras além das proteções fixas, isso para diminuir potenciais pêndulos e aumentar a segurança psicologia dele e do Buda que viria em seguida, guiando pela segunda vez na vida. Na prática essas proteções extras não se fazem necessário, mas garante principalmente, para os iniciantes (guia e para e/ou segundo) uma maior paz de espírito, sem sujar ou mesmo destruir a pedra.
Depois do cume, voltamos direto para o estacionamento, e de lá para a casa do Coiso em Campos do Jordão .
O Buda que estava guiando com o Coiso, não teve dúvidas, e agarrou na costura para mandar o movimento, já o Gui teve de contar com a ajuda vinda de cima, (não ajuda divida, mas do pai dele), que aliviava o peso dele retesando a corda ao máximo.
Depois na segunda enfiada, o Gui estressou um pouco na saída, que conta com uma pequena travessia, onde eu havia protegido com uns móveis extras além das proteções fixas, isso para diminuir potenciais pêndulos e aumentar a segurança psicologia dele e do Buda que viria em seguida, guiando pela segunda vez na vida. Na prática essas proteções extras não se fazem necessário, mas garante principalmente, para os iniciantes (guia e para e/ou segundo) uma maior paz de espírito, sem sujar ou mesmo destruir a pedra.
Depois do cume, voltamos direto para o estacionamento, e de lá para a casa do Coiso em Campos do Jordão .

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