30 dezembro, 2009

Ano novo, promessas novas..Para que esperar ?


Pessoalmente não sou adepto a realização de promessas de ano novo, simplesmente, pois cético como sou, vejo o passar da vida apenas como um dia depois do outro, só isso. Acredito que uma promessa não precisa ser iniciada no início do calendário ocidental, uma vez definido um objetivo, seja ele qual for, podemos (e devemos) iniciá-las o mais rápido possível, não esperar por uma data especifica baseada na casualidade de encerramento de um período e inicio do seguinte para isso

Na minha forma de ver o mundo, nada difere o dia 31/12 do dia, digamos, 15/04 ou 07/03 ou qualquer outro dia do ano. Senão pelo feriado, que obviamente é bom.

No Brasil vejo certo excesso de promessas realizadas pelas pessoas no começo de cada novo ano, são promessas de economizar, emagrecer, treinar, procurar um novo emprego, estudar mais... Enfim das mais variadas e ao mesmo tempo das mais óbvias.

Mas por que esperar o novo ano para iniciar qualquer uma dessas atividades?

Podemos começar uma dieta, quando bem entendemos, (se bem que no final do ano é mais difícil mesmo), por que esperar? Podemos começar a economizar também a qualquer momento, ainda mais que no começo do ano é a época mais difícil para isso, por conta dos impostos como IPVA, IPTU e de gastos com a prole, como matriculas escolares, material escolar, cursos extras, viajem etc.

Acredito piamente que promessas que tem data futura (como o novo ano que se inicia) para começar, tendem ao fracasso. Uma mudança de atitude não precisa de inicio definido para ser iniciada, basta começar quando bem entender.

OK, é muito mais romântico, mais cool dizer "ano novo, vida nova"... Mas a realidade é outra, deixando o romantismo de lado, vejo apenas um monte de promessas vazias, que serão facilmente esquecidas ou deixadas de lado na primeira dificuldade de cumpri-las. Faz parte do espírito de final de ano criar essas ilusões, para principalmente se enquadrar na sociedade, que de certa forma espera e até mesmo exige esse comportamento.

Eu mesmo sou constantemente questionado sobre minhas promessas de ano novo, e pior, tenho de agüentar a cara de espanto do interlocutor quando o mesmo se defronta com a minha resposta, nua e crua.

Para que preciso esperar o ano novo para começar um projeto ou providenciar uma mudança, seja ela qual for ?

Em geral a conversa acaba ai.

Aqueles que assim com eu (sim, tem muita gente assim por ai), têm esse tipo de atitude, em geral são tido como pessoas esquisitas, muitas vezes somos taxados de pessoas desprovidas fé ou mesmo sem motivação. E quando digo que além de não enxergar diferença no último dia do ano e outro dia qualquer, sou do tipo que não gosta do natal...ai a coisa fica mais interessante te ainda. Por mais racional que sejam meus argumentos, a grande maioria das pessoas prefere desprezá-los e taxá-los com adjetivos um tanto quanto repugnantes.

Muita gente acha minha atitude muito exótica e um tanto quanto excêntrica (para não dizer esquisita), mas lá para março do ano seguinte, costumo devolver a gentileza para essas pessoas, e perguntar sobre o andamento do novo projeto/promessas feitas nos final do ano anterior, e em praticamente 100% dos casos, o que recebo como resposta é um monte de desculpas para a não realização da promessa.

Minha recomendação:

Esqueça as promessas com datas para iniciar, principalmente as com datas futuras, seja um semana ou mesmo alguns dias e começe agora mesmo o que quer que seja.


Feliz ano novo, sem promessas, mas cheio de novas relaizações

Braços

29 dezembro, 2009

Pedreira do Garcia

Sábado, o dia não amanheceu muito melhor. Pelo contrário, amanheceu já chovendo e achávamos que não ia rolar escalada. Mas, como somos teimosos, tentamos assim mesmo. Fomos pra pertinho: Pedreira do Garcia, aqui do lado, em Campinas. Do mesmo modo que na sexta, o sol acabou aparecendo e fez muuuito calor.

Mas, como tinha chovido muito, a pedra estava bem molhada, então, croquis em mãos, fomos para a ponta do lado esquerdo, que parecia mais acolhedora. O Renato queria usar seu jogo de móveis, então, optou pela via Fendolândia. Nunca tinha visto ele usar os friends. Achei bem legal, mas deve ser bastante difícil. Depois, ele guiou a Expressolândia e por ela ser bem mais convidativa que as fendas da primeira, foi ela que eu tentei subir. Digo tentei, porque só saí do chão com ajuda e só cheguei quase lá do mesmo modo. E ainda assim, acabei desistindo.

A Pedreira é legal. Tem milhões de vias pra todos os gostos e tenho certeza de que, quando eu estiver mais forte na escalada, esse vai ser o quintal de casa. Mas é muito diferente da rocha que eu conhecia. Pra começar, a pedra é muito lisa, não é tão amigável e aderente como aquelas onde eu já havia ido. E por tudo ser tão vertical, exige mais força, e com certeza muito mais técnica do que a que eu tenho agora. Foi um pouco frustrante, mas, sem dúvida, mais um aprendizado.

A boa notícia é que o Renato conseguiu escalar de verdade. Ele só tem feito me ensinar e não tem praticado uma escalada mais forte há algum tempo. Aproveitando que encontramos um casal de amigos por lá (Joana e Fernando), o Nato se divertiu um pouco com eles, enquanto eu fotografava.

Renato terminando a "12 de Outubro"

... Fernando na "Cacaio" ............... Joana na "12 de Outubro"

A Alice acompanhou o passeio, motivo pelo qual não ficamos muito tempo. O sol tava muito forte pra ela e lá não tem muito o que ela fazer. Até levamos a bike, mas o terreno é bem acidentado e próximo à rocha só tem mato, não é um lugar próprio para crianças.

Aliás, eu não conhecia a Pedreira e fiquei impressionada com o potencial desperdiçado daquele lugar: um playground abandonado, uma minúscula pista de skate judiada e uma pista de cross esburacada, numa área enorme cercada por um lindo paredão de pedra. Aquilo poderia ser um maravilhoso parque de esportes outdoor, poderia estar cheio de gente aproveitando a natureza, se exercitando, levando a família e não acho que precisaria de um orçamento absurdo para isso. O que será que estão esperando para revitalizar aquele lugar? Ah, se eu tivesse dinheiro...

Pedra do Elefante

Natal... e como chove! A gente fica de olho no canal do tempo, nada é muito promissor, mas a gente arrisca assim mesmo. Saímos de casa rumo a Andradas dia 26 pela manhã. O objetivo era o Pantano, mas o aguaceiro que nos acordou, mudou os nossos planos e decidimos ir para o Elefante. E lá fomos nós, apesar do céu tentar por todos os cinzas nos desanimar:

Nossa fé foi recompensada, pois o tempo foi abrindo e dali a pouco estava o maior sol. Confesso que a caminhada me fez preferir as nuvens da foto de cima.

A trilha é muito bonita, é uma caminhadinha mais ou menos, que em alguns trechos requer um pouco de resistência, mas o visual é compensador. Parei uma porção de vezes para tirar fotos e desfrutar das belezas naturais (e, é claro, retomar o fôlego para o próximo trecho). Rolou até uma paradinha rápida para um refresco no meio do caminho. O lugar é realmente muito bonito, cheio de surpresas a cada esquina (e como tem esquina!)

Meu marido queria ir para a cabeça do Elefante (via Nimbus), mas como não estamos muito familiarizados com aquelas plagas, pegamos outra trilha e fomos parar na tromba. Pequeno equívoco anatômico, porém, aventura garantida.

Depois de estudar bastante a pedra, decidimos subir o que viemos a saber depois ser a via Isc Mongoose. A pedra estava excelente, com muita aderência, a via nem era difícil. Mas, alguns fatores atrapalharam um pouco o passeio.

Primeiro, estava bem complicado para encontrar as proteções da via. Entre o chão e a primeira parada, tinha uma só. Até aí, tudo bem. Mas até a segunda parada, nada de proteção, e depois disso, não havia mais nada que fosse visível. Não tínhamos o croqui (ele teria ajudado um monte), então, decidimos descer depois da segunda cordada: eu de rapel, o Nato desescalando (o que não me pareceu muito fácil). E foi bem em tempo, pois, assim que descemos, caiu a chuva.

Outros percalços (coisas de escaladora de primeira cordada): tive que subir de mochila, porque não sabíamos se íamos descer no mesmo local. Só que estávamos apenas com a mochila do Renato, e ela é grande para mim. Não é nada legal, seu corpo perde a estabilidade, atrapalha um pouco. Outro problema foi que estava estreando um calçado novo para caminhada com uma meia não apropriada. Resultado: ganhei uma bolha no calcanhar que reclamou bastante na hora de por a sapatilha. Próximo aquisição: um (bom) par de meias.

Mas, escalando e aprendendo. No fim do dia, a matemática revelou uma ótima soma. E olha só o visual! Nunca vou me cansar de admirar a intensidade da beleza vista lá de cima. Nuances de cores, detalhes que a gente só nota depois da conquista. Sutilezas que nenhum outro esporte nos revela. É apaixonante!